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Experiência de marca: mais do que ser lembrada, sua comunicação está criando boas lembranças?

Experiência de marca: mais do que ser lembrada, sua comunicação está criando boas lembranças?

Por Paula Dias, head de Criação da Sallero

Não é nenhuma novidade, mas não custa reforçar: a forma como pessoas e marcas se relacionam mudou (e muito) nos últimos anos. Ninguém se apaixona por um produto somente pelos seus atributos. O que faz uma marca ser lembrada – e também recomendada – é a forma como ela se insere na vida das pessoas, que tipo de sensações e momentos ela proporciona. E o motivo pelo qual isso acontece é muito simples: são as experiências que formam nossas opiniões.
Sem interações significativas, não há o aprendizado essencial para que nossas decisões sejam formadas e compartilhadas.

Apesar de isso parecer tão óbvio, nem sempre as experiências de marca são ao menos consideradas como parte fundamental de uma estratégia eficiente. Mas basta sair um pouco da nossa bolha profissional para ver o quanto elas fazem sentido. Mais do que isso: o quanto elas são importantes para que um grande esforço de comunicação não passe despercebido ou seja esquecido rapidamente.

Imagine, por exemplo, que você está planejando uma festa de aniversário para seu filho. Batem aquelas preocupações: “Qual vai ser o tema?”, “O que vou servir?”, “Como vai ser o convitinho?”.

Daí chega o grande dia. Com tantos detalhes, você já está esgotado antes de a festa começar. Mas a mesa está linda, impecável. Os balões minuciosamente pendurados.

E, quando acaba, o que realmente fica para as crianças? Fica a brincadeira com os amigos, o gostinho do brigadeiro, a expectativa dos parabéns. No fim de toda festa, o que fica é a experiência.

Veja, não há nada de errado em fazer uma festa (ou uma campanha) linda e elaborada. A beleza das coisas também faz parte da experiência. Só não podemos esquecer que não é tudo sobre o que vemos, mas principalmente sobre o que vivenciamos.

Se a comunicação da sua marca fosse uma festa, será que ela daria aos convidados boas histórias para contar? Taí uma boa reflexão para anunciantes e agências. Porque, por trás de targets, budgets e ROIs, ainda existem seres humanos. E ainda não existe nenhuma métrica para brilho nos olhos.

Artigo publicado no Propmark.